a praia escondida

Praia do Vidigal — A Praia Favorita dos Locais, a Quatro Minutos do Apartamento

Menor, mais quieta e melhor que Leblon para um mergulho matinal. Guia completo da praia no sopé do morro.

Praia do Vidigal — A Praia Favorita dos Locais, a Quatro Minutos do Apartamento

Sete da manhã. Um pescador sozinho cintura adentro d'água, lançando a linha numa água cor de chá frio. Nenhuma barraca ainda. Nenhum vendedor ainda. A Praia do Vidigal fica no sopé do morro como um segredo bem guardado que a cidade esqueceu de divulgar — trezentos metros de areia fina encaixados entre o barulho de Leblon e o campo de golfe de São Conrado. Da nossa porta até a areia: quatro minutos descendo a pé. A volta é conquistada.

A praia que o Rio quase esqueceu.

Se você olhar o Rio de Janeiro no mapa, verá uma longa curva de areia que vai do Leme pelo Copacabana, quebra brevemente no Arpoador, continua por Ipanema e Leblon, e então parece parar. As montanhas se fecham. A Avenida Niemeyer sobe pela falésia. No mapa turístico, não há nada entre Leblon e São Conrado além de uma estrada sinuosa e um hotel caro.

Mas há, de fato, uma praia. A Praia do Vidigal. Em português, isso mesmo, embora até *cariocas* da Zona Sul às vezes hesitem ao ouvir o nome, como se estivessem tentando se localizar. A do Sheraton, eles dizem. Às vezes. A de Leblon. Não. A pequena, debaixo do Vidigal. Essa. Exatamente.

São talvez trezentos metros de extensão. Um crescente suave. Atrás dela sobe a encosta do próprio Vidigal, densa e verde, com fachadas pastéis de casas empilhadas em direção aos dois picos dos Dois Irmãos. Na frente, o Atlântico, ligeiramente mais abrigado aqui do que em Leblon porque a baía curva levemente, o que significa que a água costuma estar mais calma e o mergulho é geralmente mais fácil.

Não há quiosques na areia vendendo *caipirinhas*. Não há avenida beira-mar com redes de vôlei a cada dez metros. Não há multidão. Num sábado de alto verão você pode contar quarenta pessoas em toda a extensão. Numa terça em abril — e escrevemos isso em abril de 2026 — você pode contar seis. Um deles é o pescador. Dois são moradores do Vidigal passeando com o cachorro. Os outros provavelmente estão no apartamento, ou no Sheraton, ou encontraram o caminho descendo do morro e sabem de algo que os guias de viagem não sabem.

A primeira coisa que você precisa entender é que essa praia é pública. Não pertence a ninguém. A lei federal brasileira — a Constituição de 1988 e a subsequente Lei de Terrenos de Marinha — declara cada centímetro de cada praia do país como propriedade federal. Você não pode comprar uma praia. Não pode fechar uma praia. Não pode cobrar entrada em uma praia. O Sheraton Grand Rio, que fica diretamente ao lado da areia, provavelmente preferiria que fosse diferente. Não é.

Praia do Vidigal, versão rápida

Tudo que você precisa saber antes de pegar a *canga* e descer.

300metros de areia
4min de caminhada do apartamento
R$ 0entrada (é pública)
24°Ctemperatura média da água
  • Acesso por uma passagem pública pelo terreno do Sheraton Grand Rio, ou descendo a encosta pelo Largo do Vidigal.
  • Sem quiosques na areia. O bar da piscina do Sheraton vende cervejas geladas e água de coco para banhistas.
  • Posto de guarda-vidas funciona diariamente, aproximadamente das 8h às 18h.
  • Espere de vinte a oitenta pessoas num fim de semana, menos de dez em manhãs de dia de semana.
01

Como você realmente chega lá.

Há dois caminhos honestos para chegar à Praia do Vidigal. Um terceiro existe — nadar contornando as pedras de Leblon — e não vamos recomendar, embora adolescentes do morro façam isso há décadas.

O primeiro caminho é o que o apartamento usa. Você sai pela porta da frente, desce a Rua Armando de Almeida Lima e continua até a estrada bifurcar. Pegue a bifurcação à direita e continue descendo em direção à Av. Niemeyer. Quatro minutos, às vezes cinco se você parar para fotografar a vista (você vai parar para fotografar a vista). Na base, você atravessa a Niemeyer no semáforo, e um pequeno caminho corta à esquerda pela divisa do Sheraton. O caminho é pavimentado. Está sinalizado, se você olhar com atenção, como uma passagem pública. Termina na areia.

O segundo caminho vem pelo lado de Leblon. Se você estiver hospedado em Ipanema ou Leblon e quiser visitar de manhã, caminhe ou dirija pela Av. Niemeyer em direção a São Conrado. A entrada principal do Sheraton fica à sua direita após cerca de 1,2 km do extremo oeste de Leblon. Entre no lobby como se você fosse de lá — porque você tem o direito de ir — e siga as placas (existem, discretamente) para o acesso à praia. Elevadores te levam para baixo. Um caminho te leva para fora. Noventa segundos depois você está na areia.

Já ouvimos variações da mesma história de hóspedes ao longo dos anos. O atendente olhou estranho. Um porteiro perguntou para onde iam. Ninguém jamais foi impedido. Se alguém tentar, você sorri, diz praia pública, por favor, e continua. O Ministério Público do Rio de Janeiro já se manifestou sobre isso múltiplas vezes, mais recentemente em 2024, confirmando que o acesso à praia pelo Sheraton é um direito público legalmente protegido. Pode ir.

Uma terceira variante: por dentro da própria *favela*. Se você estiver no Vidigal e perguntar no Largo do Vidigal — a praça principal na base do morro — alguém vai te apontar um atalho exclusivo para pedestres que passa atrás do terreno do Sheraton e desemboca na areia perto das pedras. Não é bem sinalizado. Não é ilegal. É, silenciosamente, o jeito que a maioria dos moradores do Vidigal sempre usou a praia. Pergunte com educação em português se você puder. Nossa faxineira, Dona Elza, tomava esse caminho todos os domingos da sua adolescência.

Como é a água de verdade.

Isso importa mais do que as pessoas esperam. O oceano no Vidigal se comporta diferente do oceano em Copacabana ou Ipanema, que se comportam diferente um do outro. A encosta que sobe da areia muda as coisas.

Primeiro: a água frequentemente está mais calma. A pequena baía curva o suficiente para suavizar o surf. Você ainda pega ondas — é o Atlântico, não um lago — mas num dia normal a quebrada é na altura dos joelhos, gerenciável para um nadador competente, amigável para uma criança mais forte. Em dias de ondulação grande (geralmente de junho a agosto, às vezes em março) fica sério, e os guarda-vidas vão levantar a bandeira vermelha, e você vai respeitar a bandeira vermelha.

Segundo: a água está mais fria de manhã. É culpa da montanha. A encosta projeta uma longa sombra sobre a praia até aproximadamente as 10h em abril, o que significa que a areia permanece fresca e a água rasa não aquece como em Copacabana. Se você quer o mergulho mais quente, venha depois das 11h. Se quer o mais refrescante, venha às 8h. Em abril a água fica em torno de 24°C. Em janeiro pode chegar a 26°C. Em julho cai para 21°C e você arfa quando entra — e então ama.

Terceiro: a transparência. Como há menos movimento de pessoas e menos revolvimento de areia, a água no Vidigal é visivelmente mais clara do que em Leblon. Em manhãs calmas você consegue ver seus pés. Às vezes consegue ver pequenos peixes — garoupas, sardinhas — cardumando nas aguas rasas. Uma vez, em 2023, nosso vizinho Luiz jura ter visto uma tartaruga marinha pequena perto das pedras. A estação de campo do IBAMA na Barra confirma que tartarugas-verdes (Chelonia mydas) de fato se alimentam ocasionalmente nesse trecho de costa.

Quarto: as correntes. Há uma pequena ressaca na extremidade leste da praia, onde a água se encunha entre a areia e o espigão de pedras do Sheraton. Não é fatal, mas vai te puxar para fora se você ignorar. Fique no terço central da praia para nadar. Os guarda-vidas sabem onde ficam os perigos e colocam as bandeiras de acordo. Observe as bandeiras.

Oceano cedo da manhã na base da encosta do Vidigal, água calma refletindo a sombra da montanha
Antes de qualquer um chegar. A maré está baixa, a luz é plana, a água é espelho. ← venha cedo se puder
02

Praia do Vidigal versus Leblon.

Leblon é Leblon. É uma das grandes praias urbanas do mundo. Tem o Posto 11 e o Posto 12 com seus quiosques, seus vendedores de *mate*, seu desfile interminável de corredores e cachorros e stand-up paddleboards e modelos e avôs jogando *frescobol*. É um carnaval. É maravilhoso. Também está ficando, cada vez mais, muito barulhento.

A Praia do Vidigal é o oposto de Leblon. Não melhor. Diferente. A divisão abaixo é a versão honesta, a que mostramos aos hóspedes na cozinha na primeira manhã.

Por que você escolheria a Praia do Vidigal

  • Quase sem gente. Dez pessoas numa manhã de semana é dia movimentado.
  • Água mais calma. Melhor para nadar com crianças ou para nadadores menos confiantes.
  • A vista. Montanha atrás, oceano à frente, sem prédios altos no horizonte.
  • A caminhada. Quatro minutos descendo do apartamento, sem carro.
  • O silêncio. Sem caixas de som de quiosque. Sem vendedores. Só o surf e as gaivotas.
  • As pessoas. Locais, pescadores, alguns hóspedes do Sheraton. Todo mundo é tranquilo.

Por que você escolheria Leblon

  • A energia. Leblon num sábado é o Rio em volume máximo.
  • Os quiosques. Trinta tipos de *petiscos*, *chopp* gelado, tudo na areia.
  • O people-watching. Em nenhum lugar do Rio é melhor.
  • O *calçadão*. O calçadão de mosaico, os corredores ao pôr do sol, domingo sem carro.
  • O surf. Ondas maiores, melhor bodysurf.
  • O tamanho. Mais de um quilômetro de areia, fácil de achar espaço.

A maioria dos nossos hóspedes acaba fazendo as duas, e a maioria se surpreende com qual prefere. O padrão é consistente: chegam achando que vão passar toda manhã em Leblon. Fazem Leblon uma vez. Depois fazem o Vidigal. Depois fazem o Vidigal mais três vezes. Então, no último dia, voltam para Leblon porque acham que devem, e admitem — quietinhos, olhando para a multidão do quiosque — que estão com saudade da praiazinha.

Nicolas Behr, o poeta de Brasília, uma vez escreveu sobre a diferença entre uma praia que te dá algo e uma praia que te tira algo. Leblon te dá o Rio. O Vidigal tira o Rio de você por noventa minutos.

A caminhada até a praia é quatro minutos descendo. A volta é conquistada. — uma coisa que falamos para cada hóspede

O melhor horário do dia.

Há três boas janelas na Praia do Vidigal, e são praias diferentes.

A primeira é cedo de manhã, entre 7h e 10h. É quando os locais vêm. A areia está fresca. A água está fria. A luz é suave. O morro ainda está na sombra. Pescadores estão fora. O guarda-vidas está montando o posto. Você nada, senta, observa a baía. Uma mulher passa com um cachorrinho. Dois adolescentes do morro correm até a água e para fora e continuam correndo pela praia. Você pode contar com ficar mais ou menos sozinho, mesmo em alta temporada.

A segunda é o meio da tarde, aproximadamente das 14h às 17h. O sol já passou o topo do morro ao meio-dia, e no início da tarde a areia está quente e a água está iluminada por cima. Esta é a janela para um dia de praia de verdade — *canga* na areia, livro, *água de coco* do bar do Sheraton, mergulho lento a cada quarenta minutos para refrescar. Você vai dividir a praia com talvez quinze ou vinte pessoas num dia de semana, trinta a cinquenta num fim de semana. Nunca lotado. Sempre gerenciável.

A terceira janela é a que surpreende os visitantes: o pôr do sol. O Vidigal fica voltado aproximadamente para o sul-sudoeste, o que significa que o sol se põe atrás de você — atrás do morro — e não sobre a água. Isso decepciona algumas pessoas. Não deveria. O que acontece em vez disso é que a última hora de luz bate diretamente na encosta, e as casas pastéis empilhadas na ladeira ficam douradas, depois rosadas, depois violetas, por uns vinte minutos. O oceano, enquanto isso, fica prateado escuro. Você se vira e observa o morro. É um dos melhores espetáculos de luz da cidade e quase ninguém sabe que deve olhar para ele.

A única janela que evitamos: das 12h às 13h30. O sol está a pino, a areia está quente demais para andar descalço, o UV está no pico, e quase não há sombra. Volte para o apartamento. Coma alguma coisa. Descanse. Volte às três.

Lista de embalagem para a caminhada de quatro minutos

Leve pouco. Você vai subir de volta.

  • Canga (o pano fino de praia brasileiro — uma toalha funciona mas ocupa mais espaço na bolsa). Mantemos duas no apartamento para os hóspedes.
  • Protetor solar reef-safe, FPS 30 no mínimo. O sol tropical não é o sol do seu país.
  • Chinelo, não sandália. O caminho de volta tem um pouco de areia solta e pequenas pedras.
  • Uma garrafa de água de 1 litro. Não há bebedouro na praia.
  • R$ 50 a R$ 100 em dinheiro se quiser comida ou bebida no bar do Sheraton.
  • Uma pequena bolsa seca ou envelope impermeável para o celular. Opcional mas inteligente.
  • Uma camiseta leve de algodão para subir. O morro pode parecer mais quente no período da tarde.
  • Um par de óculos de sol polarizados baratos. O reflexo da água é real.
03

A questão do Sheraton.

Continuamos voltando ao Sheraton porque você também vai, queira ou não. O hotel é a coisa mais visível feita pelo homem na praia. Um longo prédio branco curvo surgindo das pedras na extremidade leste. Aberto em 1974 como Sheraton Rio, rebatizado como Sheraton Grand Rio em 2016, vendido e reoperado múltiplas vezes desde então. Sua relação com a praia é complicada.

Aqui está a versão curta. O hotel é dono do terreno atrás da areia — as piscinas, o jardim, o próprio prédio. Não é dono da praia. Ninguém é. O acesso à praia é um direito constitucional no Brasil. O hotel é legalmente obrigado a manter uma passagem pública pelo seu terreno para que não-hóspedes possam chegar à areia, e o faz, embora nem sempre com entusiasmo visível. A sinalização é discreta. Os funcionários vão perguntar ocasionalmente para onde você vai. Um educado eu vou para a praia encerra qualquer questão.

Uma vez na areia, você está na areia. Pública. Sua. O Sheraton tem sua própria área privativa de piscina atrás de uma mureta baixa que corre ao longo do fundo da praia, e você não pode entrar nessa área sem ser hóspede do hotel. Mas a areia em frente à mureta é aberta para qualquer pessoa. Os guarda-vidas naquele trecho são municipais, não empregados do hotel, e servem a todos igualmente.

O bar da piscina do hotel vale a pena conhecer. Ele atende não-hóspedes que sobem da praia e pedem no bar ao ar livre. Água de coco por cerca de R$ 18. Caipirinha por R$ 42. Um prato do dia leve por R$ 80 ou mais. Não é barato. Também não é caro demais — os preços são parecidos com os dos quiosques de Leblon, e a vista dos bancos de bar é extraordinária. Mandamos hóspedes lá uma vez, geralmente no dia três, quando já estão fartos de supermercado e querem que alguém faça o almoço para eles.

Se você for hóspede do hotel, o cálculo é diferente. Você tem piscina, restaurante, academia, serviço de toalhas e um concierge de praia dedicado que vai montar cadeiras e guarda-sol na areia para você. É uma boa maneira de fazer isso. Não é, no entanto, a mesma experiência de chegar a pé com uma *canga* no ombro e o morro acima de você. Essa experiência é de graça.

A encosta verde do Vidigal subindo diretamente atrás da praia com os dois picos dos Dois Irmãos ao longe
O morro faz o trabalho. A Morada dos Dois Irmãos é o pico que você vai reconhecer. ← vire-se no pôr do sol

Uma breve história, por contexto.

A Praia do Vidigal tem uma biografia estranha e silenciosa. Durante a maior parte do século XX era uma praia de trabalhadores, usada quase exclusivamente pelos moradores do morro. O próprio Vidigal cresceu como *favela* a partir dos anos 1940, quando trabalhadores vieram construir a Avenida Niemeyer e ficaram — e ficaram ainda mais quando a construção do Sheraton no início dos anos 1970 deslocou alguns deles e consolidou outros na encosta acima. A praia era um refúgio. Pescadores guardavam barcos aqui. Crianças aprendiam a nadar aqui. O Sheraton, quando abriu em 1974, tentou operar como se a praia fosse uma extensão da sua propriedade. Essa tentativa foi sendo desfeita ao longo de cinquenta anos, com a ajuda de processos judiciais, pressão da mídia e uma compreensão progressivamente mais assertiva dos direitos sobre espaços públicos na lei brasileira.

Nos anos 1980 e 1990, à medida que a produção cinematográfica internacional do Rio crescia, a Praia do Vidigal se tornou um local silenciosamente famoso. Orfeu (1999), a releitura de Carlos Diegues de Orfeu Negro, filmou várias sequências aqui. Assim como partes da mini-série da Globo Anos Dourados. A praia lia, na câmera, como Rio-autêntico-sem-multidão. Ainda lê.

Por volta de 2010, algo mudou. O Vidigal — o bairro lá em cima — começou uma lenta transformação, com artistas, moradores estrangeiros e uma nova geração de criativos brasileiros se mudando para lá. O *Bar da Laje* abriu. O Alto Vidigal veio a seguir. Uma cena documental, uma cena musical, uma pequena cena de arte se aglomerou nas ruas de cima. A praia, enquanto isso, permaneceu quase exatamente como sempre foi. Os locais ainda vinham. Os pescadores ainda lançavam. O Sheraton ainda fazia suas coisas. Mas agora, quando os visitantes subiam ao morro para jantar num terraço, às vezes desciam até a areia na manhã seguinte e entendiam que o morro e a praia eram o mesmo lugar.

Se você quiser uma sensação mais profunda dessa transformação e de como ela continua moldando a vida cotidiana lá em cima, nosso texto honesto sobre segurança no Vidigal expõe onde estamos em 2026. Versão curta: mais seguro do que as pessoas esperam, mais quieto do que a cobertura sugere, e mais integrado com o resto da Zona Sul do que em qualquer geração anterior.

O sistema de bandeiras da praia, em trinta segundos

O serviço municipal de guarda-vidas do Rio (GMar) usa um código de três bandeiras que você vai ver no posto. Aprenda antes do primeiro mergulho.

  • Bandeira verde: condições seguras. Nade livremente, fique dentro da área sinalizada.
  • Bandeira amarela: atenção. Correntes mais fortes, ondas mais altas, somente nadadores experientes.
  • Bandeira vermelha: banho proibido. Correntes perigosas ou problemas de qualidade da água. Respeite. Os guarda-vidas não levantam bandeiras vermelhas à toa.
  • Bandeira xadrez preta e branca: zona de surfe ou bodysurf — sem natação aqui.
  • Os guarda-vidas ficam no Posto Vidigal das aproximadamente 8h às 18h. Falam português, inglês básico e assobiam fluentemente.

O que o apartamento tem a ver com tudo isso.

Uma pequena observação, porque o contexto exige e porque é relevante. Somos donos e gerenciamos o apartamento no alto do morro, oitavo andar, Pão de Açúcar à esquerda, oceano à direita. Passamos muito tempo pensando na relação entre o apartamento e a praia lá embaixo, porque os quatro minutos de descida são uma das coisas mais honestas sobre o lugar.

Não é um apartamento pé-na-areia. Não fingimos que é. Pé-na-areia no Rio significa que o prédio abre diretamente para a areia — os apartamentos na Av. Delfim Moreira em Leblon, por exemplo, onde você sai do lobby e atravessa o *calçadão* e está na praia. Esses apartamentos existem. Custam uma fortuna. Também ficam numa avenida barulhenta com muito fluxo de pedestres e sem vista real porque o prédio ao lado bloqueia.

O que o apartamento oferece em vez disso é uma troca diferente. Você está quatro minutos acima da praia, não nela. Você tem a vista — Pão de Açúcar, Ipanema, o arco completo da costa — que você não consegue no nível da rua. Você tem o silêncio de estar lá no alto do morro. E tem um deslocamento até a areia mais curto do que o de a maioria dos hóspedes de Ipanema caminhando da Rua Visconde de Pirajá até o *calçadão*. O preço é a subida de volta. O morro é um morro. Dez minutos, às vezes doze se estiver quente. Você vai suar. Vai chegar na porta pronto para o banho, a água fria e a varanda. O apartamento ganha sua vista pedindo isso de você, uma ou duas vezes por dia, enquanto você estiver aqui.

Essa é a troca que descrevemos a cada hóspede, geralmente nos primeiros dez minutos. Alguns ouvem e animam. Outros ouvem e decidem que este não é o lugar para eles. Ambas as respostas são válidas. Se você é curioso sobre como é a vista do outro lado dessa caminhada, a página do apartamento tem a galeria completa e a planta honesta.

Vista panorâmica ampla da encosta do Vidigal descendo em direção ao oceano ao entardecer com luzes esparsas das casas começando a brilhar
Da metade da encosta, fim de tarde. A praia é a fina linha prateada lá embaixo. ← o vertical completo do Vidigal

Pequenas regras, etiqueta silenciosa.

A Praia do Vidigal é pequena o suficiente para ainda ter um código social de praia de vila, e você vai se sentir melhor conhecendo-o. Nada é estritamente aplicado. Tudo é observado.

Cachorros são tecnicamente proibidos na areia. Os locais trazem mesmo assim, soltos, cedo de manhã. Se você não tem cachorro, não tem problema. Se tiver, mantenha na coleira e longe da área de banho sinalizada pelo guarda-vidas, e limpe depois. A praia é pequena.

Música é bem-vinda, caixa de som não. Uma pequena caixa Bluetooth em volume de conversa está ótimo, especialmente à tarde. Uma caixa alta o suficiente para chegar até a próxima *canga* é coisa de Leblon. Por favor, mantenha coisas de Leblon em Leblon.

Fogueiras e camping são proibidos sem exceção. A lei municipal que abrange todas as praias do Rio se aplica aqui. A polícia ambiental patrulha ocasionalmente. Se você quer uma fogueira de praia, vá para Itacoatiara em Niterói, não aqui.

O topless não é comum no Rio em geral e é incomum nessa praia especificamente. Ninguém vai chamar a polícia. As pessoas vão notar. Calibre de acordo.

Os vendedores que passam pela praia vendem principalmente cangas, espetinhos de camarão e Biscoito Globo — o biscoito de tapioca em anel que é o mais próximo que o Rio tem de um lanche nacional. São simpáticos. Um educado não, obrigado com um sorriso é a resposta certa se não for comprar. Um sorriso maior e uma nota de R$ 10 é a resposta certa se for.

Por último: a areia. Leve embora o que trouxer. Não há lixeiras na Praia do Vidigal. A equipe municipal que limpa a praia vem ao amanhecer e faz um bom trabalho, mas a praia está no seu melhor quando os visitantes carregam seu próprio lixo de volta morro acima. Uma sacolinha plástica é suficiente.

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Comparações com outras praias tranquilas.

O Rio tem uma lista curta de praias que se autodenominam tranquilas, escondidas ou não descobertas. A maioria não é. Veja onde o Vidigal se encaixa no ranking honesto.

Praia do Secreto, perto de Joatinga, é a mais citada como praia secreta do Rio. É pequena, dramática, e acessada por uma escalada nas pedras na maré baixa. Também está genuinamente lotada nos fins de semana porque virou famosa no Instagram. O acesso depende do tempo. Se você tem vinte e três anos e boa forma, vá uma vez. Se estiver viajando com família mais velha ou crianças, não. O Vidigal é dramaticamente mais fácil.

Praia do Arpoador, na ponta leste de Ipanema, não é realmente uma praia separada — é a ponta rochosa no fim de Ipanema onde os surfistas vão. A pedra em si, a Pedra do Arpoador, vale subir no pôr do sol. A "praia" é tecnicamente o extremo leste de Ipanema. Boa para uma aula de surfe. Não é praia quieta por nenhuma definição.

Praia da Joatinga, mais para o oeste além de São Conrado, é uma joia genuína — pequena, rodeada de falésias altas, deslumbrante. O acesso exige descer por uma escada. O estacionamento é um pesadelo. Sem carro ou guia, uma visita consome meio dia. A Praia do Vidigal é uma missão de quinze minutos; a Joatinga é uma expedição de meio dia.

Praia Vermelha, na Urca embaixo do Pão de Açúcar, é pequena e abrigada, cercada de mata. É linda. Também é popular com famílias e costuma ter uma pequena multidão. Água calma. Ondas mínimas. Vale a visita. Atmosfera diferente — mais mata, menos montanha.

No ranking de praias fáceis de chegar, genuinamente quietas e nadáveis em qualquer dia no Rio, o Vidigal está entre as três primeiras, e possivelmente no topo. Isso não é jactância. É consequência da geografia — a encosta se fechando, o Sheraton ocupando o terreno adjacente, a única passagem pública — e do acidente histórico que manteve o lugar fora do mapa turístico por cinquenta anos.

04

Um dia típico lá embaixo.

Então você está no apartamento. Manhã um. Veja como o dia de praia realmente se desenrola.

Você acorda por volta das 7h30. Coloca o café. Fica na varanda com a xícara e olha para o oceano e percebe o quão perto ele está. Manda mensagem para o grupo: praia hoje de manhã. Coloca maiô embaixo do que estiver vestindo, pega uma *canga* da cesta perto da porta (mantemos lá para os hóspedes) e sai. 8h15. O caminho descendo o morro está na sombra nessa hora, fresco, quieto. Quatro minutos depois você está na Av. Niemeyer, esperando o sinal.

8h20. Você atravessa a avenida, pega o caminho pela mureta do Sheraton e pisa na areia. A água está verde-claro. Há três outras pessoas na praia. O guarda-vidas acabou de levantar a bandeira verde. Você estica a *canga*, passa protetor nos ombros, caminha até a água. Os primeiros três metros são frios. Os próximos três são perfeitos. Você nada até onde ainda dá pé, se vira, olha para a encosta — os Dois Irmãos, as casinhas pastéis, as figuras pequenas dos pescadores nas pedras — e entende, daquele jeito específico que só o Rio ensina, por que alguém moraria aqui.

9h30. A praia encheu um pouco — talvez dez pessoas agora. Um casal com o cachorro. Dois hóspedes do Sheraton armando espreguiçadeiras. Um grupo de quatro amigos que chegou com uma pequena caixa de som tocando algo que parece Caetano. Você nada mais uma vez. Deita na canga e seca. O sol já está sobre o morro e a areia está aquecendo.

10h15. Você sobe até o bar da piscina do Sheraton, pede dois *águas de coco* e um prato de *pastel de queijo*, leva de volta para a areia. Os coquinhos são R$ 18 cada. O *pastel* é R$ 32 para quatro. Total R$ 68. Valeu.

11h30. Cansaço de praia aparece — cansaço feliz, o do bom tipo. Você arruma tudo. Volta pela Niemeyer, pelo caminho, pela encosta. Dez minutos subindo. Você sua no último terço. Chega no apartamento, toma banho, coloca algo leve, come fruta na varanda, olha para o pequeno trecho de areia que acabou de deixar, e planeja a tarde. Talvez volte às quatro. Na maioria das vezes, você vai.

Esse padrão se repete para a maioria dos nossos hóspedes. No dia um eles acham que a praia é um evento. No dia três acham que é um hábito. No dia cinco têm um lugar favorito na areia e um pedido favorito no bar. No dia sete estão tristes de partir. Isso é o que as praias fazem quando são pequenas e quando você volta a elas.

Se você quiser um café da manhã antes de descer, nosso guia de restaurantes do Vidigal tem os três lugares que indicamos. Para todo o resto — como vir do aeroporto, pontos de embarque de aplicativo, o sistema de mototaxi no morro — o texto como se locomover em Vidigal tem a logística.

Fauna, de forma discreta.

Não chamaríamos a Praia do Vidigal de destino de vida selvagem. Não é Fernando de Noronha. Mas pequenas coisas vivem aqui, e se você observar, vai notar.

Pássaros marinhos são constantes. Pelicanos pardos — *atobás* em português — cruzam as ondas em formação ao amanhecer, às vezes três ou quatro em fila, asas quase tocando a água. Fragatas pegam as correntes de ar da encosta; quando os pescadores limpam a captura nas pedras na extremidade leste, as fragatas chegam perto. Menores: gaivotas, trinta-réis, o ocasional ostraceiro cutucando a linha de maré.

Na água, pequenos cardumes de sardinha faíscam perto da orla. Em manhãs calmas você pode observá-los por muito tempo. Ocasionalmente — menos de uma vez por semana, na nossa experiência — uma forma escura maior passa além das ondas, e você prende a respiração, e resulta ser uma tartaruga-verde cruzando pelo recife. São protegidas. Não as siga. Não as toque. Admire e siga em frente.

Nas pedras do leste, quando a maré baixa, você vai ver siris pequenos, anêmonas e os pequenos peixes pretos que os locais chamam de *maria-mole*. As poças de maré são rasas e seguras para explorar. Chinelo ajuda. As pedras são escorregadias.

Golfinhos são muito raros aqui. Baleias — jubarte, migrando para o norte da Antártida — passam pela costa em agosto e setembro, e da varanda do apartamento já vimos ocasionalmente um jato distante. Você não vai ver da praia. O ângulo de visão não favorece.

Como chegar sem o apartamento.

Escrevemos principalmente para hóspedes hospedados conosco, mas a praia é a praia, e muita gente a visita só para passar a manhã. Se você estiver em Ipanema, Leblon ou Copacabana e quiser vir, aqui está a versão curta.

De Leblon: a pé. São 1,2 km pela Av. Niemeyer. Vinte minutos. A estrada tem calçada no lado do oceano na maior parte do trecho, e a vista da costa vale a caminhada por si só. Use sapato decente.

De Ipanema: Uber ou táxi local. R$ 25 a R$ 40 dependendo do trânsito. Peça para ser deixado no Sheraton Grand Rio. Entre.

De Copacabana: Uber ou táxi. R$ 40 a R$ 60. Mesma instrução.

Do apartamento: quatro minutos a pé. Você já sabe disso.

De carro: limitado e caro. O Sheraton tem estacionamento com valet no valor de diária para hóspedes. O estacionamento nas ruas ao longo da Av. Niemeyer é tecnicamente possível, mas muito controlado, com fiscais, e risco real de reboque se você ler errado as placas. Se for de carro, deixe no hotel e aceite a taxa de valet. Melhor ainda, não dirija.

Perguntas rápidas.

A Praia do Vidigal é segura para um turista visitar?

Sim. A praia em si é pública, tem posto de guarda-vidas em tempo integral, é monitorada pelo perímetro de segurança do Sheraton e recebe movimento diário consistente. Já mandamos centenas de hóspedes lá ao longo dos anos. Zero incidentes. O bom senso padrão de praia se aplica em qualquer lugar do Rio: não deixe objetos de valor sem vigilância na areia, leve só o necessário, guarde o celular numa bolsinha impermeável. As dinâmicas de segurança da praia são diferentes das dinâmicas de segurança da favela acima, que por sua vez são mais tranquilas do que a maioria da cobertura internacional sugere.

Preciso ser hóspede do Sheraton para usar a praia?

Não. A lei federal brasileira torna toda praia do país propriedade pública. O Sheraton é legalmente obrigado a manter uma passagem pública pelo seu terreno, e o faz. Entre, diga praia pública se alguém perguntar, e continue. Você não precisa de reserva, pulseira ou quarto de hotel.

Há quiosques e comida na praia?

Não na areia em si, o que faz parte do charme. O bar da piscina do Sheraton, instalado atrás da mureta baixa na extremidade leste, atende não-hóspedes que sobem da praia: água de coco a cerca de R$ 18, cervejas de R$ 20 a R$ 28, *caipirinhas* a R$ 42, pratos menores de R$ 30 a R$ 80. Vendedores ocasionais passam pela areia vendendo cangas, espetinhos de camarão e Biscoito Globo. Leve água.

Como se compara a Ipanema para nadar?

O Vidigal costuma estar mais calmo. A baía curva o suficiente para proteger a água da maior ondulação, então a quebrada é geralmente mais suave, e a corrente é geralmente mais previsível. Ipanema tem ondas maiores, mais gente e mais ressacas, especialmente perto do canal entre Ipanema e Leblon. Para um mergulho matinal relaxado, o Vidigal ganha. Para bodysurf em surf de verdade, Ipanema ganha.

Qual é a melhor época do ano para visitar?

Honestamente, a maior parte do ano. A temperatura da água fica entre 22°C e 26°C durante todo o ano. A estação seca (maio a outubro) tem manhãs mais frescas, céus mais limpos e menos turistas. A estação chuvosa (novembro a março) tem dias mais quentes, tempestades mais fortes à tarde e água mais morna. Para manhãs de praia especificamente, março a junho e setembro a novembro são as janelas mais tranquilas: quentes, geralmente secos, sem superlotação.

Há guarda-vidas?

Sim. O serviço municipal GMar mantém o Posto Vidigal diariamente, geralmente das 8h às 18h. Os guarda-vidas levantam bandeiras coloridas conforme as condições — verde, amarelo, vermelho ou a bandeira xadrez do surf — e são responsáveis por resgates, primeiros socorros e segurança geral na areia. Respeite as bandeiras. Elas são colocadas com cuidado.

É pet-friendly?

Oficialmente não, na prática sim se você for discreto. As regras municipais proíbem cachorros nas praias do Rio, mas numa praia local pequena como o Vidigal, os moradores trazem cães bem comportados cedo de manhã sem problema. Mantenha o cachorro na coleira, longe da área de banho, e limpe depois. A fiscalização é mínima mas não é zero.

A praia vai estar aqui quer você a visite ou não. Isso é parte do que a faz o que é — a Praia do Vidigal não precisa de você. Tem seus pescadores, seu guarda-vidas, seus pelicanos ao amanhecer, sua luz do entardecer no morro. O que ela oferece, quando você aparece, é a sensação levemente surpreendente de que um lugar assim tão quieto e tão bonito pode existir a quatro minutos de uma porta em uma cidade de seis milhões de pessoas. Você desce. Nada. Sobe o morro de volta. Conquista a vista — e então está dentro dela.

praia do vidigal

A menor das praias da Zona Sul.

Praia do Vidigal com afloramento rochoso e pequenos barcos de pesca
Praia do Vidigal. Pequena, calma, quase sempre sem movimento.Photo via Wikimedia Commons · VinnyWiki · CC BY-SA 4.0
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