onde comer de verdade

Guia de Restaurantes do Vidigal — 10+ Lugares que Valem a Visita

Bar da Laje, La Mar, Casa Alto, a açaiteria sem nome. Preços completos, reservas e o que pedir.

Guia de Restaurantes do Vidigal — 10+ lugares que valem a visita

Sete da tarde na Rua Armando de Almeida Lima. A padaria ainda distribui pão francês a R$ 1,20 a unidade, as crianças perseguem uma bola no calçamento em frente ao botequim, e dois quarteirões acima o bar do Sheraton já derrama a primeira caipirinha da noite. Este é o mapa de restaurantes do Vidigal que a gente usa de verdade — os icônicos, os do bairro, os que valem a caminhada e os baratos — com o que pedir, quanto custa e se precisa reservar.

Por que este guia é diferente (e o que ele não é)

Há dois tipos de escrita sobre gastronomia neste morro. O primeiro trata o Vidigal como parque temático: uma menção ao Bar da Laje, uma foto da vista, uma frase sobre como "parece seguro agora", e fim. O segundo trata o lugar como segredo: uma postagem de blog de 2018 sobre uma senhora que vende moqueca da própria cozinha — exceto que a senhora foi embora para Niterói em 2021. Nenhum dos dois é útil.

Por isso aqui vai a versão honesta. Moramos no oitavo andar de um prédio perto do topo do morro. Comemos fora quatro noites por semana. Tomamos café da manhã na mesma padaria todos os dias porque o café custa R$ 4 e a moça do balcão já decora o pedido. Os lugares abaixo são os que a gente realmente frequenta — mais alguns gastos extras descendo o morro em Leblon e São Conrado que ficam próximos o suficiente para contar como nossos.

Uma nota de honestidade sobre os marcadores de preço. R$ significa menos de R$ 40 por pessoa. R$$ significa R$ 40–80. R$$$ significa R$ 80–150. R$$$$ significa que você vai pagar R$ 200 ou mais quando vier o vinho. O Brasil não inclui serviço por padrão — você verá uma taxa de serviço de 10% na conta, tecnicamente opcional, mas na prática esperada. Gorjeta acima disso é rara. Pix é rei, cartão é universal, dinheiro em espécie está cada vez mais desconfortável.

Esta é a versão completa do conselho rápido que enviamos por mensagem quando os hóspedes chegam. Se você tiver só uma noite, pule para o final — há um plano de uma noite em Vidigal que responde à pergunta antes de você fazer.

O que você vai gastar, mais ou menos

Preços consultados em abril de 2026. Em reais, não em dólares. Taxa de serviço não incluída, salvo indicação.

R$ 6café na padaria
R$ 18açaí 500 ml completo
R$ 32PF com suco
R$ 48caipirinha no Bar da Laje
  • Taxa de serviço (taxa de serviço): 10%, quase sempre cobrada.
  • Couvert: pão/azeitonas/manteiga nos restaurantes, R$ 10–20, você pode recusar.
  • Pix funciona em todo lugar. Cartão funciona em todo lugar. Leve R$ 50 em dinheiro por precaução.
  • A palavra para a conta é a conta, e você precisa pedir.
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Os ícones — pelo que o Vidigal é conhecido

Comece pelos dois lugares que todo mundo já ouviu falar e por um que todo mundo deveria ter ouvido. São as salas do cartão-postal. Reservas são importantes, os preços são reais, mas são reais por um motivo.

Bar da Laje

Onde
Rua Armando de Almeida Lima, topo do morro, siga as placas a partir da rua principal.
Peça
Caipirinha de maracujá, o bolinho de bacalhau, a moqueca de camarão para dividir.
Preço
R$$$ R$ 120–180 por pessoa com duas doses.
Melhor horário
Chegue às 17h para o pôr do sol. A cozinha fecha por volta das 23h.
Reservas
Sim, nos fins de semana. Só pelo WhatsApp. Nos dias de semana você pode entrar sem reserva.

A vista de 360 graus não é exagero — você vê Ipanema, Leblon, o Dois Irmãos, o oceano, a Pedra da Gávea e, em dias claros, as montanhas atrás da Barra. A comida não é o ponto, mas é melhor do que precisa ser. Nossa opinião honesta: venha para uma dose ao pôr do sol, fique para o jantar só se o tempo estiver perfeito. Em noites de vento a varanda esfria. Use camadas. Aceitam Visa, Mastercard e Pix.

Casa Alto (Sheraton Grand Rio, a cobertura)

Onde
Avenida Niemeyer 121, cobertura do Sheraton. Dez minutos a pé ou R$ 15 de mototáxi pela rua principal do Vidigal.
Peça
O carpaccio de polvo, o ravioli de costela, qualquer um dos sours.
Preço
R$$$$ R$ 250–350 por pessoa com vinho.
Melhor horário
Reserve a mesa das 19h30 se conseguir. Luz do dia de um lado, luzes da cidade do outro.
Reservas
Indispensável. Reserve com dois a três dias de antecedência nos fins de semana.

O Casa Alto é a versão adulta do Bar da Laje. Mesmo oceano, altitude diferente, público bem diferente. O cardápio tem influência mediterrânea com frutos do mar de destaque — o tipo de ambiente onde um casal comemorando aniversário senta ao lado de uma mesa de quatro em trajes discretos. O serviço é formal sem ser engessado. O sommelier realmente conhece a carta. A Allegra, restaurante italiano irmão na mesma propriedade, abre para o almoço e oferece mais valor se você estiver com fome e não precisar da cobertura.

Zero Zero (Gávea)

Não fica no Vidigal — quinze minutos de carro, dez se o trânsito ajudar — mas está aqui porque os hóspedes perguntam. O Zero Zero funciona como restaurante à beira da piscina no Planetário do Rio há mais de vinte anos. Comida brasileira contemporânea, sushi bar, DJ a partir das 22h nos sábados. R$$$. Reserve. O menu degustação é uma vitória discreta; a cena noturna é barulhenta e divertida, e não é para todo mundo. Se você tem menos de 35 anos e quer uma saída que pareça local, é aqui.

Panorama de uma cobertura do Vidigal na hora dourada, com as praias de Ipanema e Leblon se curvando ao longe
A vista que faz metade do trabalho em todas as coberturas daqui. ← peça a caipirinha e pare de checar o celular
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Os clássicos do bairro — onde os moradores comem

Esses são os lugares que entraram na nossa rotina. Nenhum tem site. Dois deles não têm placa. Todos aceitam Pix. Preços baixos, porções generosas, as moças do balcão já vão reconhecer seu rosto no terceiro dia.

A açaiteria sem placa (Rua Armando de Almeida Lima, a meia subida)

Há uma fachada dois portões abaixo da farmácia com toldo azul, um freezer e nenhum nome visível. Os moradores chamam de Açaí do Beto mesmo que o Beto talvez não exista. Um pote de 500 ml, caprichado com banana e granola e um fio de leite condensado, sai por R$ 18. O açaí é o de verdade — espesso, gelado, levemente azedo, servido como sorvete e não como vitamina. Vá depois da praia. Vá depois de correr. Vá no lugar da sobremesa. Aberto das 11h às 22h mais ou menos, fechado às segundas. R$.

Uma nota para quem chega pela primeira vez: o que a maior parte do mundo chama de açaí é um smoothie roxo e ralo. O que os brasileiros chamam de açaí é uma colherada de pasta densa e congelada que se come com colher, normalmente coberta de banana, granola, leite condensado ou os três juntos. O pote é a forma carioca. Não aceite substitutos.

Padaria Vidigalense (Estrada do Vidigal, na base)

Peça
Pão francês (R$ 1,20), pingado (café com leite vaporizado, R$ 4), um misto quente se estiver com fome.
Preço
R$ R$ 10–25 no café da manhã.
Horário
Abre às 6h. É aqui que o Vidigal começa o dia.

Todo bairro brasileiro tem uma padaria e toda padaria tem o mesmo cardápio — pão fresquinho, café quentinho, sanduíche de presunto e queijo prensado na chapa, pão de queijo na vitrine, cúpula de vidro cheia de brigadeiros se o dono tiver bom gosto. O prazer está na rotina. Você entra, diz bom dia, aponta o que quer, come em pé no balcão, paga R$ 12 e vai embora. É a coisa mais carioca que a gente faz toda manhã.

O boteco do Sargento (Rua Sargento Silva Nunes)

Um botequim é um tipo muito específico de bar — mesas de plástico na calçada, chopp gelado em copos pequenos e tira-gostos fritos que somem em três mordidas. O da Rua Sargento não tem nome oficial; a gente chama de "o boteco do Sargento" porque é assim que funcionam as indicações aqui no morro. Peça o bolinho de bacalhau, o pastel de carne, um prato de batata frita e uma rodada de chopp. Você vai gastar R$ 40 por pessoa e ficar três horas. R$$. Esta é a experiência de restaurante do Vidigal que todo mundo quer e ninguém reserva — não tem nada para reservar, é só aparecer.

A churrascaria (Rua João Goulart)

Uma grelha de calçada com três mesinhas de plástico e um cardápio de três opções — picanha, linguiça, sobrecoxa, todas com arroz, feijão, farofa e uma saladinha. R$ 35–45 o prato. Abre sexta a domingo, só no almoço, encerra quando a carne acaba. O dono vai te oferecer uma cerveja e ele tem razão. R$$.

A pizzaria (Rua do Arvrão)

Forno a lenha, massa fina, estilo napolitano por aqui. Sem correr atrás de prêmios, sem cobrar preços de Leblon. A margherita sai por R$ 48, a pepperoni por R$ 58, e a calabresa é a que vale mais pedir, porque linguiça de porco brasileira numa pizza é algo que você precisa experimentar. Delivery dentro do Vidigal custa R$ 5. R$$.

A melhor refeição que você vai ter no Vidigal não será a mais cara. Será aquela em que você ficou tempo demais e perdeu o pôr do sol de propósito. — o que a gente diz para todo hóspede na primeira noite
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Vale a caminhada — descendo para Leblon e São Conrado

O Vidigal fica entre dois dos melhores bairros gastronômicos do Rio. Leblon fica a quatro minutos a pé descendo (dez de volta) e tem uma faixa densa de restaurantes na Dias Ferreira, General San Martin e Ataulfo de Paiva. São Conrado fica na outra direção — dez minutos de carro pela orla — é mais tranquilo, mas tem alguns destaques. Aqui está nossa lista de repetição.

Bibi Sucos (Avenida Ataulfo de Paiva, Leblon)

Uma instituição carioca desde 1954. Centenas de combinações de sucos num painel iluminado. Também tem hambúrgueres, sanduíches, açaí e o melhor sanduíche natural da cidade. Vá no café da manhã ou depois da praia. Abre até a 1h. R$ 25–45 por visita. R$$. Hoje há uma dúzia de filiais do Bibi Sucos pela Zona Sul — qualquer uma funciona, mas a do Ataulfo é a original.

Talho Capixaba (Avenida Ataulfo de Paiva, Leblon)

Um empório, uma padaria, um café e um pequeno restaurante, tudo no mesmo espaço. A vitrine tem os melhores salgados de Leblon e o balcão de sanduíches faz o misto com o qual medimos todos os outros mistos. O café da manhã aqui supera qualquer café de hotel da cidade. R$ 40–70. R$$. Sem reservas, espere fila aos domingos.

CT Boucherie (Rua Dias Ferreira, Leblon)

A churrascaria do Claude Troisgros. Jantar em menu fixo onde trazem rodadas de diferentes cortes, trinchados à mesa, até você pedir para parar. Guarnições são ilimitadas. É uma versão de carnes do omakase de sushi e funciona muito bem. R$ 260 por pessoa antes das bebidas. R$$$$. Reserve com uma semana de antecedência. É a nossa opção para "ocasião especial".

Manoel & Joaquim (Avenida Bartolomeu Mitre, Leblon)

Uma rede carioca que faz os clássicos — feijoada aos sábados, picanha, bolinho de bacalhau do tamanho de uma bola de golfe, caipirinhas na jarra. Barulhento, simpático, rápido. Não é jornalismo culinário, é só uma boa noite. R$ 80–120 por pessoa. R$$$.

Sushi Leblon (Rua Dias Ferreira, Leblon)

O melhor sushi da Zona Sul há mais de trinta anos. O omakase no balcão sai por R$ 350 e vale cada centavo. O à la carte é caro mas preciso — peça o usuzukuri e o que o chef recomendar naquela noite. R$$$$. Reserve.

Palaphita (Lagoa Rodrigo de Freitas)

Ao ar livre, sob telhados de palha, à beira da lagoa que fica atrás de Ipanema. O cenário faz a maior parte do trabalho. Drinks de inspiração amazônica, pratos pequenos decentes, uma cozinha melhor do que precisaria ser pela vista que oferece. Quinze minutos de carro do Vidigal. Vá ao pôr do sol, peça a caipirinha de cajá, fique uma dose a mais do que o planejado. R$$$.

Se você tiver só uma noite no Vidigal

Um plano de página única que damos aos hóspedes que chegam às 14h e embarcam na manhã seguinte.

  • 17h00 — Suba até o Bar da Laje. Caipirinha de maracujá e bolinho de bacalhau. Veja o sol bater no Dois Irmãos.
  • 19h30Mototáxi (R$ 15) ou Uber (R$ 25) descendo para Leblon. Jantar no Manoel & Joaquim se quiser barulho e sabor local; Sushi Leblon se quiser precisão.
  • 22h30 — De volta ao morro. Uma dose de encerramento no boteco do Sargento. Um chopp, um pastel, cama até meia-noite.
  • Manhã seguinte — Pão francês e pingado na Padaria Vidigalense. Açaí depois da praia. Voo pego.
Uma caipirinha sobre o tampo de madeira de um bar com a luz do oceano do Rio ao fundo
Caipirinha de maracujá, a resposta correta e discreta para a maior parte das perguntas cariocas. ← peça limão extra
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Comida barata — almoço por R$ 15, lanche por R$ 5

A tradição brasileira de comida de rua e prato feito é um prazer que não exige reserva, código de vestimenta nem endereço especial. Um prato feito — "PF" nos cardápios — é o almoço do dia: proteína, arroz, feijão, uma saladinha, às vezes farofa, sempre barato. Um PF no Vidigal ou na base do morro sai de R$ 15 a R$ 28. O campeão de custo-por-caloria da comida carioca.

Barracas de pastel

Um pastel é um bolso frito de massa fina com recheio — queijo, carne, palmito, camarão, às vezes estilo pizza com tomate e mozzarella. Custam R$ 8–15 e são entregues num guardanapo ainda chiando. A banca de pastel na entrada principal do Vidigal abre só no almoço, fecha aos domingos. Combine um com caldo de cana (suco de cana, R$ 6) e você comeu por menos de R$ 20.

Tapioca

Sem glúten antes de glúten sem glúten virar categoria de marketing. Uma crepe branca de goma de tapioca, cozida em chapa seca, dobrada com queijo e presunto, ou coco e leite condensado, ou banana e canela. R$ 12–18. A senhora da tapioca se instala na Estrada do Vidigal a maioria das tardes. Salgada no almoço, doce como sobremesa.

Pão de queijo

Bolinhas pequenas, elásticas e quentes de queijo. Os melhores são feitos com polvilho azedo e queijo de minas e ficam leves por dentro. R$ 3 cada na padaria, R$ 2 no boteco, R$ 1,50 num bom carrinho de rua. Coma com café. Coma no carro. Coma no ônibus.

Brigadeiros

Trufas de chocolate cobertas de granulado, a sobremesa nacional. Toda festa de aniversário no Brasil tem, e toda padaria vende avulso. R$ 3–6. Se encontrar versões gourmet (brigadeiro de pistache, brigadeiro de maracujá) num café em Leblon, vão custar R$ 8–12. Vale uma vez.

Acarajé

Tecnicamente um prato baiano, não carioca, mas é possível encontrar em algumas barracas em São Conrado. Uma bolinha frita de massa de feijão-fradinho, aberta ao meio e recheada com ensopado de camarão (vatapá), pasta de quiabo (caruru) e pimenta. R$ 18–25. Peça pouco pimenta se não quiser sua boca em chamas.

Aqui está o dilema que todo visitante enfrenta na cabeça, então vamos nomeá-lo.

Vidigal casual (R$ 40 por pessoa)

  • Boteco do Sargento: chopp, bolinho, pastel.
  • Cadeiras de plástico na calçada. Crianças chutando bola.
  • Sem reserva. Sem couvert. Sem estresse.
  • Você sobe o morro a pé e dorme fundo.
  • A lembrança que você leva para casa.

Leblon com capricho (R$ 300 por pessoa)

  • Sushi Leblon, CT Boucherie ou Casa Alto.
  • Toalha branca. Carta de vinhos em dois idiomas.
  • Reserva indispensável. Taxa de serviço incluída.
  • Uber de volta ao morro, R$ 25, cinco minutos.
  • A refeição que você fotografa.

Você pode fazer os dois num fim de semana. Provavelmente deveria. O segredo de comer bem neste canto do Rio está no contraste — o chopp no boteco tem mais valor depois do menu degustação, e o menu degustação tem mais valor depois de três dias de almoços de PF.

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Fundamentos da comida brasileira — para quem é a primeira vez

Se é a sua primeira viagem, aqui está o glossário rápido que você vai precisar até o segundo dia. Nada disso é complicado; o prazer está nos detalhes.

Feijoada é o ensopado nacional — feijão preto, porco (às vezes salgado, às vezes defumado, às vezes os dois), servido com arroz, farofa (farinha de mandioca torrada), couve refogada, rodelas de laranja e uma caipirinha. É um almoço de sábado, por tradição. Você come devagar e depois cochila. O Manoel & Joaquim faz uma versão confiável. Também é tradição no universo dos botecos pela cidade.

Moqueca é um ensopado de frutos do mar cozido em panela de barro com leite de coco, azeite de dendê, tomate, cebola, coentro e peixe ou camarão. A versão baiana é rica e alaranjada; a capixaba é mais leve e avermelhada. Peça com arroz e pirão (acompanhamento espesso feito do caldo). A moqueca de camarão do Bar da Laje é o jeito mais fácil de experimentar.

Farofa é farinha de mandioca torrada, às vezes com pedacinhos de bacon, ovo ou banana misturados. É uma textura — servida junto com carnes para absorver o suco. Visitantes às vezes ignoram; os locais acham isso estranho. Experimente uma colherada.

Picanha é o corte de carne que o Brasil leva a sério. É uma tampa de alcatra, grelhada com uma grossa camada de gordura por cima, fatiada fino, servida com chimichurri ou apenas sal. A melhor picanha que você comer no Rio vai arruinar todos os bifes subsequentes no seu país de origem.

Caipirinha é a bebida nacional: cachaça (aguardente de cana-de-açúcar), limão, açúcar, gelo. Variações usam outras frutas — maracujá, cajá, morango, kiwi. A versão com vodka é a caipiroska. A com saquê é a caipisake. Comece com a de limão clássica; conquiste as variantes.

Suco é suco de fruta fresca, e o Rio leva isso a sério. Os painéis do Bibi Sucos têm quarenta opções. Comece com maracujá, abacaxi com hortelã ou açaí com banana. O médio custa R$ 15–20. Sem gelo a menos que você peça.

Cafezinho é um café pequeno, forte e adocicado servido após as refeições, de cortesia em muitos restaurantes. Tome. E tome o segundo que trouxerem.

E sobre etiqueta: você diz bom dia até o meio-dia, boa tarde até o pôr do sol, boa noite depois. Você cumprimenta as pessoas ao entrar numa loja. A conta não é dividida na mesa — uma pessoa paga e os outros transferem pelo Pix depois. A taxa de serviço vai para os funcionários; uma gorjeta extra é incomum mas apreciada. E quando um brasileiro diz "vamos tomar uma cerveja", não quer dizer uma.

Três coisas que pegam quem chega pela primeira vez

Nenhuma delas é problema. São só diferentes do que você pode esperar.

  • Sem água da torneira. Todo mundo bebe água filtrada ou engarrafada. Os restaurantes trazem uma garrafa fechada — pequena (300 ml, R$ 6) ou grande (500 ml, R$ 9), sem gás ou com gás.
  • O jantar começa tarde. Jantar às 19h no Brasil é cedo. Das 20h30 às 21h30 é o normal. As mesas viram duas vezes nos fins de semana — reserve o primeiro turno (19h–19h30) ou o segundo (21h30–22h).
  • Sem divisão de conta. O garçom não vai dividir uma conta em seis cartões. Uma pessoa paga e os demais transferem pelo Pix. Se você não tiver Pix, avise o seu anfitrião antes da refeição.
Uma rua tranquila do Vidigal à noite com luz quente saindo das janelas de um café
Depois das 20h as ruas aqui acalmam e os restaurantes esquentam. ← nossa hora favorita
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Como usar esta lista de verdade

Aqui está o ritmo que sugerimos para hóspedes que ficam de três a cinco noites. Não é rígido. É o que parece funcionar.

Dia um — você chega cansado. Não marque nada sofisticado. Vá à padaria para o café da manhã. Almoce num PF na base do morro. Doses no boteco do Sargento depois do pôr do sol. Cama cedo.

Dia dois — dia de praia. Açaí na sem-placa na volta. Jantar descendo para Leblon no Manoel & Joaquim ou no Bibi Sucos. Fácil, rápido, gostoso.

Dia três — esta é a noite do capricho. Reserve o Bar da Laje para as 17h30 ao pôr do sol, depois mude para um jantar sério — Casa Alto, Sushi Leblon ou CT Boucherie. Esta é a noite que você vai fotografar.

Dia quatro — passeio ou almoço prolongado. Palaphita na Lagoa, ou Zero Zero na Gávea para uma tarde tranquila. Jantar de volta ao Vidigal na pizzaria ou na churrascaria nos fins de semana.

Dia cinco — faça as malas, coma mais um açaí, despeça-se da moça do balcão na padaria. Almoço leve no Talho Capixaba a caminho do aeroporto.

Se você estiver hospedado no nosso apartamento, a cozinha está completamente equipada — a de armários azuis com as boas facas e a máquina de espresso — então você pode alternar entre comer fora e cozinhar com o que encontrar na feira da Rua Cupertino Durão no Leblon (às quintas, das 7h às 13h). Boa fruta, peixe barato, os melhores morangos da cidade por umas dez semanas por ano. Para tudo que não encontrar na feira, veja nosso guia de comércios e serviços. E para se locomover entre todos esses restaurantes sem perder uma hora no trânsito, o post sobre como se deslocar pelo Vidigal tem os cálculos de mototáxi e Uber.

Uma última coisa. Restaurantes fecham. Donos se aposentam. Um boteco favorito vira assistência técnica de celular. Se algum lugar desta lista já tiver ido embora quando você ler, o morro vai ter um novo aberto quando você chegar. Pergunte a um vizinho. Pergunte ao porteiro. Pergunte à moça da padaria. A próxima grande refeição está sempre a uma conversa de distância.

Dúvidas rápidas.

Preciso reservar na maioria dos restaurantes do Vidigal?

Não nos lugares do bairro — o boteco, a padaria, a pizzaria, a churrascaria. Para o Bar da Laje nas noites de fim de semana, sim, pelo WhatsApp. Para o Casa Alto, Sushi Leblon e CT Boucherie, reservas são indispensáveis, especialmente de quinta a sábado.

Quanto devo dar de gorjeta?

A taxa de serviço de 10% é adicionada à maioria das contas e cobre a gorjeta padrão. Tecnicamente é opcional, mas quase sempre é paga. Gorjeta acima disso é incomum no Brasil. Na padaria, no boteco e nos lugares mais baratos não há taxa de serviço nem gorjeta esperada, embora arredondar o valor seja bem-visto.

Posso pagar com cartão em todo lugar?

Sim. Todos os restaurantes desta lista aceitam Visa e Mastercard. A maioria aceita Amex também. Pix (transferência bancária instantânea) é mais rápido e universal. Leve R$ 50–100 em dinheiro para bancas de pastel, mototáxis e os lugares menores.

É seguro subir até o Bar da Laje à noite?

Sim, pela rua principal. A Rua Armando de Almeida Lima é a espinha dorsal bem iluminada do Vidigal e a subida é feita por todo mundo, de mochileiros a festas de casamento. Não se aventure em becos escuros depois das 22h. Para mais informações, veja nosso post sobre a praia e o bairro.

Qual é a melhor refeição por menos de R$ 100 por pessoa?

A moqueca de camarão no Bar da Laje para dois, uma caipirinha cada, dividir o bolinho de bacalhau, pular a sobremesa. Você vai ficar em torno de R$ 95 por pessoa com a taxa de serviço e sair com a vista ainda na cabeça.

Algum desses lugares é bom para vegetarianos?

Bar da Laje, Casa Alto, Talho Capixaba, Bibi Sucos, Zero Zero e Palaphita têm boas opções vegetarianas. Pizza, tapioca, pão de queijo, açaí e a maioria dos sucos são naturalmente sem carne. Vegano é mais difícil — pergunte especificamente por sem laticínios.

Quando o Vidigal fica barulhento? E quando fica quieto?

As noites de fim de semana (sexta, sábado) são as mais agitadas — botecos cheios até a 1h, música dos bares. O almoço de domingo é sonolento e devagar. As noites de semana acalmam por volta das 22h. Se você precisa de silêncio logo cedo, reserve uma estadia durante a semana.

O melhor guia é aquele que você para de usar na metade. Até a terceira noite você já terá a sua padaria, o seu açaí, o seu banquinho no seu boteco. Esta lista existe para levar você a esse ponto mais rápido. O resto é saudade adiantada — a sensação que você vai ter no avião de volta, já planejando o retorno.

o que você vai comer

Dois pratos que aparecem toda semana.

Prato de feijoada — feijão preto brasileiro com arroz e laranja
Feijoada no Bar da Laje. Só aos sábados no almoço.Foto via Wikimedia Commons · Gildemax · CC BY-SA 2.0 de
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