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As Celebridades que Se Hospedaram ou Filmaram no Vidigal

Da casa de David Beckham ao ensaio de Kim Kardashian à visita do Papa em 2013 — a cronologia A-list do Vidigal.

As Celebridades que Se Hospedaram ou Filmaram no Vidigal

Uma casa de madeira perto do topo do morro. Uma foto de paparazzi num telhado na hora dourada. Uma saída de helicóptero que virou lenda tablóide. A história das celebridades no Vidigal é parte imobiliária, parte videoclipe, parte festa sussurrada atrás de uma porta sem placa. Aqui está a cronologia — com fontes, ressalvas e, às vezes, mais engraçada do que a versão telenovela.

Antes de o Vidigal ser famoso-famoso

Durante a maior parte do século XX, o Vidigal era uma vila de pescadores transformada em favela, espremida entre o Leblon e São Conrado. O morro subia da beira-mar até uma crista de mata a cerca de 250 metros de altitude. A vista era extraordinária. O aluguel, não. Essa combinação, por décadas, manteve o bairro invisível para o restante do Rio — invisível do jeito que bairros populares numa zona nobre frequentemente são.

A virada começou em 2011. Uma UPP — Unidade de Polícia Pacificadora — assumiu o morro em janeiro daquele ano. Em dezoito meses, a imprensa internacional havia descoberto a mesma vista para o oceano que os moradores vinham acordando havia cinquenta anos. As primeiras pousadas estrangeiras abriram. Os primeiros anúncios em inglês foram ao ar. E as primeiras celebridades começaram a aparecer com câmeras.

Esse é o contexto para tudo o que vem a seguir. A lista de celebridades no Vidigal não é uma linhagem antiga. É uma década curta — de aproximadamente 2012 a 2019 — em que a atenção internacional encontrou o morro, postou sobre ele, filmou nele e, num caso muito específico, comprou uma casa nele. O que segue é quem veio, quando, onde e — sempre que possível — o que é de fato verificável versus o que foi repetido até parecer verdade.

Visitas verificadas, de relance

Versão curta — os nomes A-list com vínculos documentados com o próprio morro, não apenas com o Rio em geral.

  • David Beckham — supostamente comprou uma casa perto do topo do Vidigal por volta de 2014. Vários veículos brasileiros. Endereço do imóvel circulou na imprensa.
  • Alicia Keys — filmou um videoclipe com Beyoncé numa favela do Rio em 2010 (foi em Santa Marta, não no Vidigal). Desde então foi ligada a visitas ao Vidigal em matérias de imprensa.
  • Festas do Alto Vidigal — longas rodadas de festas de sexta e domingo com DJs internacionais, documentadas em guias de vida noturna carioca.
  • Bar da Laje — aberto na encosta em 2017, hoje destino de telhado e parada fotográfica obrigatória.
  • Nós do Morro — a escola de teatro do Vidigal que formou uma geração de atores de Cidade de Deus. A história de celebridade mais sub-relatada do morro.
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A casa do Beckham

Vamos começar com o que todo mundo pergunta. Em 2014, veículos brasileiros — Correio Braziliense, O Globo, idealista e alguns outros — noticiaram que David Beckham havia comprado uma casa no Vidigal. O valor noticiado era em torno de R$1 milhão. A localização noticiada era perto do topo do morro, com fachada de madeira, varanda e vista para o oceano que, num dia claro, vai do Dois Irmãos à linha do horizonte além de Ipanema. Um endereço chegou a circular: Rua Benedito Calisto, 112.

Isso é o que a imprensa disse. O que a equipe de Beckham confirmou publicamente é menos. A família nunca fez um ensaio fotográfico formal no imóvel. A casa, se é que é ela, fica acima da rua principal de subida do morro — discreta, sem ostentação, o oposto de uma construção em Malibu. Os vizinhos dizem que ele já ficou lá. Os vizinhos também dizem muita coisa. O Guardian publicou uma matéria sobre a compra em 2014 com a mesma ressalva que este parágrafo usa: amplamente noticiado, nunca formalmente desmentido, fotografado apenas uma ou duas vezes à distância.

O que é verdade, independentemente de quem é dono do quê: Beckham já foi ao Rio várias vezes. Foi fotografado na Copacabana. Foi visto em bares no Leblon. E uma casa de madeira específica numa rua de cima específica do Vidigal está, no mínimo, noticiada em veículos separados o suficiente para que o rumor tenha virado parte do folclore do morro. Os moradores vão apontar para ela, geralmente com um encolher de ombros que sugere que têm coisas melhores a fazer do que perseguir a lenda.

A história do Beckham importa menos pela celebridade em si do que pelo que sinalizou. O Vidigal era a favela onde um ídolo da Premier League — supostamente, segundo os relatos — queria ter uma vista. As manchetes internacionais que se seguiram mudaram a forma como o bairro foi escrito por dez anos.

A encosta do Vidigal subindo do Leblon em direção à crista de mata, com o oceano curvando à esquerda
O morro onde Beckham supostamente comprou uma casa — madeira, varanda, oceano. ← a vista é a história
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O capítulo dos videoclipes

Antes de chegarmos às festas de telhado, uma correção que a internet continua errando. Em 2010, Beyoncé e Alicia Keys voaram até o Rio para filmar um clipe de "Put It in a Love Song". A locação foi Santa Marta, uma favela acima de Botafogo — não o Vidigal. A gravação ficou famosa. Segundo Mathew Knowles, pai de Beyoncé, a Sony não havia pago os traficantes locais, uma disputa escalou e as duas saíram do morro de helicóptero. O clipe nunca foi lançado. A história foi recontada por quinze anos e frequentemente é atribuída por engano ao Vidigal. Foi em Santa Marta. O helicóptero aconteceu.

O clipe de "Blue" de Beyoncé em 2013 — aquele com a pequena Blue Ivy e um clima de diário de viagem — também foi filmado no Rio durante a turnê Mrs. Carter. As locações nesse clipe são as mais turísticas: praias, pousadas, um ou dois telhados. Nenhuma fonte confiável situa "Blue" no Vidigal. Se um guia disser o contrário, peça a citação.

Aí vem Snoop Dogg. O clipe de 2003 de "Beautiful", com Pharrell e Charlie Wilson, foi filmado no Rio e é um dos videoclipes com locação carioca mais assistidos de todos os tempos. As locações, bem documentadas: a Escadaria Selarón na Lapa, o Parque Lage e a praia de Copacabana. O Vidigal é mencionado de passagem em alguns blogs, mas os sets confirmados ficam em outros cantos da cidade. Snoop no Vidigal é uma vibe, não uma gravação documentada.

O que de fato filmou no morro? Produções brasileiras, em sua maioria. Vários episódios de telenovelas usaram as ruas de cima do Vidigal para locação. Curtas-metragens. Videoclipes de artistas brasileiros — funk carioca, MPB, algum sertanejo — pagam para gravar no Bar da Laje ou no Alto Vidigal porque o skyline faz metade do trabalho. Para um resumo de como o morro apareceu em grandes produções internacionais, a resposta curta é: menos do que a lenda sugere. O circuito de participação do Vidigal é mais brasileiro do que Hollywood.

As pessoas acreditam que o bairro todo apareceu em Velozes e Furiosos 5. Não apareceu. A perseguição na favela foi filmada em Porto Rico. A vista do morro é o que fica na memória. — uma verificação de fato que damos com frequência
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O Papa, para constar

O Papa Francisco veio ao Rio para a Jornada Mundial da Juventude em julho de 2013. Em 25 de julho, ele visitou uma favela. Essa favela foi Varginha, no complexo do Manguinhos, na zona norte da cidade — não o Vidigal. Ele falou com uma comunidade de cerca de mil moradores e no dia seguinte discursou para 1,5 milhão de peregrinos na Copacabana. A visita papal às vezes é arrastada para listas de "celebridades no Vidigal" porque a imagem da favela mais o Papa é cinematográfica. Aconteceu. Foi em dois bairros de distância. Mencionamos porque as pessoas perguntam, e a precisão importa.

O ponto mais amplo: durante a corrida de 2013–2016 para a Copa do Mundo e as Olimpíadas, as favelas do Rio eram uma fixação da imprensa global. O Vidigal capturou mais desse holofote do que a maioria, em parte pela geografia (espremido entre o Leblon e São Conrado, os dois bairros onde os jornalistas já estavam alugando apartamentos), e em parte porque a vista fazia uma capa de revista melhor. Varginha ficou com o Papa. O Vidigal ficou com os cadernos de viagem.

Vidigal vs. os outros — um mapa rápido

Porque a imprensa frequentemente os confunde, aqui está um resumo em uma linha das favelas do Rio que aparecem nas histórias de celebridades.

Vidigal
Encosta da Zona Sul entre o Leblon e São Conrado. Elevação até ~250 m. O post da vista.
Rocinha
Próximo morro em direção a São Conrado. Maior favela do Rio. Bairro diferente, clima diferente.
Santa Marta
Botafogo. Onde o incidente do helicóptero com Beyoncé e Alicia Keys aconteceu em 2010.
Varginha
Manguinhos, Zona Norte. Para onde o Papa Francisco foi em 2013.
Cidade de Deus
Zona Oeste. O cenário do filme de 2002 de mesmo nome. Os atores foram treinados principalmente no Vidigal.
Vida de rua ao entardecer no Vidigal com luz quente saindo dos botequins e figuras em silhueta numa escadaria curva
A vida de rua no morro ao entardecer — a escala que as câmeras raramente captam. ← a verdadeira celebridade é a luz
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A década da vida noturna

Se você quer o cluster mais denso de avistamentos de celebridades no Vidigal, olhe para os telhados entre 2013 e 2019. Foi o período em que o Alto Vidigal, uma pousada e bar no topo do morro, realizava festas semanais com um lineup rotativo de DJs brasileiros e internacionais visitantes. O terraço olhava direto para as luzes de Ipanema. O pôr do sol era o atrativo. O sistema de som era sério. A cena foi documentada em guias de vida noturna e cadernos de viagem do The Guardian ao Time Out.

Quem de fato apareceu? A cobertura é irregular. As próprias postagens do Alto Vidigal marcaram DJs internacionais ao longo dos anos. Guias locais listam Madonna e Alicia Keys entre as celebridades que visitaram a favela, sem sempre especificar qual bar ou noite. O que é sólido: uma longa rodada de festas de sexta e domingo atraindo um público misto de estrangeiros, cariocas, expatriados e hóspedes ocasionais cujas caras você reconhecia. O que é menos sólido: os sets A-list específicos. Trate "Madonna estava lá" do jeito que trataria "Madonna foi vista num restaurante em Tribeca". Plausível, repetido com frequência, nem sempre corroborado.

O Bar da Laje abriu em 2017 na encosta e mudou o ritmo. Enquanto o Alto Vidigal pendia para a madrugada, o Bar da Laje pendia para tarde até o pôr do sol. Samba nos domingos. Feijoada nos fins de semana. Uma ampla laje em camadas com o oceano enchendo o quadro. Virou a foto obrigatória para celebridades visitantes e para muita gente que queria parecer uma celebridade visitante. Alicia Keys é citada com frequência entre os famosos fotografados lá. O espaço em si é hoje uma parada fixa nos roteiros turísticos do Rio.

Mais abaixo no morro, o Sheraton Grand Rio — tecnicamente adjacente ao Leblon, mas com vista direta para o Vidigal — sedia reuniões de elite carioca há décadas. O bar no deck da piscina do hotel e os terraços superiores já receberam eventos privados ligados às indústrias musical e cinematográfica, festas de Ano Novo, prévias de Carnaval. É onde o pessoal da celebridade fica quando não quer subir um morro. A conexão com o Vidigal é visual: eles estão olhando para ele toda manhã.

Para mais sobre o calendário de eventos da encosta e o que ainda rola hoje, veja nosso guia de shows e eventos.

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A história do Nós do Morro

A história de celebridade pela qual o Vidigal merece mais crédito é uma história local. O Nós do Morro é uma escola de teatro e artes fundada no Vidigal em 1986 por Guti Fraga. Formou uma geração de atores brasileiros que você já viu sem saber que vieram da mesma encosta. A lista é específica e verificável.

Thiago Martins, que interpretou Lampião em Cidade de Deus (2002), veio pelo Nós do Morro. Jonathan Haagensen também. Babu Santana — depois visto em Bacurau (2019) — foi ator do Nós do Morro no final dos anos 1990. Roberta Rodrigues, presença constante na televisão brasileira, começou lá aos dezesseis anos. Quando os diretores de casting foram atrás dos rostos desconhecidos que deram a Cidade de Deus aquela sensação de documentário, foram ao Vidigal. O próprio filme era ambientado na Cidade de Deus, um bairro separado na Zona Oeste. Os atores, em grande parte, eram daqui.

Essa é a parte da cronologia de celebridades do Vidigal que não aparece na versão tablóide. O bairro exportava talento muito antes de importar paparazzi. Quando Cidade de Deus de Fernando Meirelles estreou em Cannes em 2002, grande parte do elenco havia descido pela mesma Avenida Niemeyer que os turistas hoje sobem de Uber. Alguns ainda moram no morro. Alguns ensinam no Nós do Morro. A escola ainda funciona, ainda produz atores, ainda é a exportação criativa mais consistente da favela.

Se a casa do Beckham é a história de celebridade que as revistas de viagem adoram, o Nós do Morro é a que achamos que merece o crédito principal. Uma escola de teatro numa favela, funcionando há quatro décadas, colocando ex-alunos em filmes que ganham em Cannes. Esse é um tipo de fama mais duradouro do que um endereço supostamente comprado.

Onde de fato ver as histórias hoje

Se você subir o morro esta semana, é aqui que a cronologia ainda é visível.

  • vista Bar da Laje — Rua Armando Almeida Lima, 8. Entrada de R$50–80 dependendo do dia. Van do Leblon (Posto 12) roda com regularidade.
  • ainda funciona Alto Vidigal — no topo do morro. Confira o Instagram para as datas atuais das festas — o ritmo semanal mudou depois de 2020.
  • legado Nós do Morro — Rua Presidente João Goulart. Escola de teatro, produções abertas ocasionais, gratuitas ou de baixo custo.
  • rumor As ruas residenciais de cima — Rua Benedito Calisto e as vielas ao redor. É aqui que a história do Beckham vive. Respeite que é uma área residencial.

Por que o morro atrai rostos famosos

A resposta prática é a geografia. O Vidigal fica entre o Leblon — o bairro mais caro do Rio — e São Conrado, onde estão os hotéis cinco estrelas de praia. Quatro minutos de carro do Leblon até o sopé do morro. Quinze até Ipanema. Trinta até o aeroporto Santos Dumont numa terça de trânsito leve. Se você voa para um fim de semana e quer uma vista que pareça privada, o Vidigal fica mais perto do que Santa Teresa e é mais tranquilo do que a Copacabana. O argumento da proximidade é o argumento inteiro.

A resposta menos prática é a própria narrativa. Para uma certa geração de celebridades visitantes, a palavra "favela" carregava uma carga que o Leblon não tinha. Ficar no morro, mesmo que brevemente, sinalizava um tipo diferente de viagem carioca — com grão, contexto e uma história para contar no jantar de volta em Los Angeles. Esse enquadramento envelheceu de forma irregular. Também impulsionou uma década de visitas de celebridades que o bairro, e os negócios nele, não recusaram.

O terceiro motivo é a luz. Se você já viu um pôr do sol das ruelas de cima do Vidigal, você sabe. O morro está voltado para o oeste-sudoeste. O oceano está direto na frente. O Dois Irmãos — a montanha de dois picos que emoldura cada cartão-postal do Leblon — sobe por trás. A hora dourada dura tempo suficiente para fumar um cigarro, pedir uma cerveja e trocar de roupa. Tem um motivo para as fotos funcionarem. Funcionariam mesmo que nenhum famoso tivesse vindo.

O outro lado — turismo de celebridades e gentrificação

A década de celebridades no Vidigal coincidiu com uma mudança imobiliária. Entre, aproximadamente, 2012 e 2019, os aluguéis em partes da favela subiram acentuadamente — alguns relatos colocam o aumento acima de 400% para casas bem localizadas. Compradores estrangeiros, investidores de aluguel de curta temporada e operadores de pousadas chegaram. Moradores de longa data saíram, muitos para a Rocinha ou para mais longe da Zona Sul. Isso está documentado pelo RioOnWatch e outros veículos locais que acompanham a mudança desde a pacificação.

Essa é a ressalva honesta à narrativa das visitas de celebridades. A mesma década que produziu a foto do pôr do sol no Alto Vidigal e o post do telhado do Bar da Laje também produziu deslocamento. Os nomes famosos que compraram imóveis, ficaram em pousadas, gravaram videoclipes e postaram geotags contribuíram, em escalas diferentes, para um piso de preço que expulsou os moradores originais. O morro está mais rico agora em termos imobiliários. Também é, para alguns de seus moradores originais, não mais lar.

Qualquer balanço honesto das celebridades no Vidigal tem que sentar com isso. As fotografias no Instagram do Bar da Laje são bonitas. O padrão econômico que tornou o Bar da Laje comercialmente possível não foi sem custo. As duas frases são verdadeiras.

Nada disso significa que você não deveria visitar. Significa que como você visita importa. Gastar em negócios de moradores, dar gorjetas generosas, evitar o lado invasivo do turismo em favelas, tratar as ruas residenciais como ruas residenciais — são coisas pequenas e cumulativas que o bairro percebe. A história mais longa de como o Vidigal chegou até aqui deixa as apostas claras.

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Ficar no morro

Nosso apartamento — aquele em torno do qual este site foi construído — fica no oitavo andar de um prédio beira-mar na base do Vidigal, diretamente na Avenida Niemeyer. Da varanda, você consegue ver a fileira de casas subindo o morro sobre o qual este post foi escrevendo. Dá para caminhar até o Leblon em dez minutos. Dá para pedir uma van até o Bar da Laje. Dá para passar uma semana aqui sem subir mais do que quiser, ou subir todo dia e nunca esgotar as ruas. Esse é o ponto de ficar na base. Você vê a cronologia sem precisar alugar um pedaço dela.

Mencionamos isso uma vez porque alguns leitores perguntam. A maior parte deste diário não é sobre o apartamento. É sobre o bairro para o qual o apartamento aponta. Veja a página do apartamento se quiser as especificações. Caso contrário, continue lendo.

Vista noturna das janelas iluminadas do Vidigal em camadas na encosta, com o oceano escuro e amplo no primeiro plano
O Vidigal após o anoitecer, luzes em camadas na encosta. ← o morro que criou o elenco do Nós do Morro

Os quase certos — histórias que ouvimos mas não conseguimos verificar

Para não deixar rumores interessantes na mesa: aqui estão histórias de celebridades no Vidigal que ouvimos repetidamente mas não conseguimos, depois de pesquisa honesta, ancorar em uma fonte confiável.

Ouvido, não comprovado

  • Jamie Foxx numa festa de telhado por volta de 2014.
  • Kim Kardashian filmando segmentos perto do morro — confirmado no Rio, não confirmado no Vidigal.
  • Vários jogadores da Premier League no Alto Vidigal durante a semana da Copa do Mundo de 2014.
  • Um Rolling Stone específico supostamente num aftershow pós-show em 2006.
  • Madonna dançando numa festa funk de segunda à noite sobre a qual as pessoas ainda discutem.

Solidamente comprovado

  • O imóvel do Beckham no Vidigal — amplamente noticiado na imprensa brasileira e britânica.
  • Ex-alunos do Nós do Morro em Cidade de Deus e dezenas de filmes brasileiros.
  • Os anos de bookings de DJs internacionais do Alto Vidigal — documentados nos próprios canais deles.
  • O roster constante de visitas de celebridades brasileiras ao Bar da Laje desde 2017.
  • O padrão geral do turismo de favela entre músicos internacionais no Rio.

Preferimos deixar um rumor na coluna "ouvido" a lavá-lo como fato. Se você tiver uma fonte primária para algum dos itens acima — um recorte de jornal com data, uma foto creditada, um vídeo confirmado — nos mande. Vamos atualizar o post.

Perguntas rápidas.

David Beckham realmente comprou uma casa no Vidigal?

Noticiado, em múltiplos veículos incluindo Correio Braziliense, O Globo e The Guardian, a partir de 2014. Nunca formalmente desmentido. Endereço específico circulou. A família não divulgou o imóvel, então trate os detalhes como noticiados, não confirmados formalmente.

Beyoncé filmou um videoclipe no Vidigal?

Não. A conhecida gravação de 2010 com Alicia Keys foi em Santa Marta, uma favela diferente em Botafogo. Foi interrompida no meio e as duas saíram de helicóptero. O clipe "Blue" de Beyoncé em 2013 foi filmado no Rio, mas não no Vidigal.

O clipe "Beautiful" do Snoop Dogg foi gravado no Vidigal?

Não. O clipe de 2003 foi filmado na Escadaria Selarón na Lapa, no Parque Lage e na praia de Copacabana. Participações do Vidigal amplamente noticiadas nesse clipe não têm respaldo em fontes primárias.

O Papa Francisco visitou o Vidigal em 2013?

Ele visitou uma favela em 25 de julho de 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude — mas foi Varginha, no complexo do Manguinhos, na Zona Norte. Não o Vidigal. No dia seguinte, discursou para 1,5 milhão de pessoas na Copacabana.

Velozes e Furiosos 5 foi filmado no Vidigal?

Não. As sequências de perseguição na favela em Fast Five (2011) foram filmadas em Naranjito, Porto Rico, onde a produção tinha mais controle logístico. Planos aéreos do Rio e algumas tomadas de estabelecimento foram feitos na cidade, mas a ação nos telhados foi porto-riquenha.

Posso visitar o Bar da Laje ou o Alto Vidigal hoje?

Sim. O Bar da Laje funciona diariamente e é o mais acessível dos dois — transporte de van do Posto 12 do Leblon, entrada em torno de R$50 em dias de semana e R$80 nos fins de semana. A agenda de festas do Alto Vidigal mudou depois de 2020 — confira o Instagram para as noites atuais. Os dois permanecem abertos em abril de 2026.

É seguro caminhar pelo Vidigal procurando esses lugares?

A rua principal de subida e os espaços acima são visitados rotineiramente por turistas. Siga as rotas estabelecidas, pegue um mototáxi ou van em vez de se embrenhar em becos residenciais profundos, e visite de dia na primeira vez. Para uma resposta mais completa, veja nosso guia de segurança.

A versão curta: a cronologia A-list do Vidigal é mais curta e mais ressalvada do que a internet sugere. Um jogador de futebol da Premier League supostamente é dono de uma casa de madeira perto do topo. Uma escola de teatro no morro formou o elenco de um filme vencedor em Cannes. Um bar de telhado virou fotografia de pôr do sol. Um Papa foi a uma favela diferente. O resto é vibe. Venha ver a vista por você mesmo — as pessoas famosas não a imaginaram.

rio, em contexto

Fotografias do bairro.

Vidigal ao pôr do sol com a Zona Sul do Rio ao fundo
Vidigal na hora em que os fotógrafos postam. ← é por isso que continuam voltandoFoto via Wikimedia Commons · Ikemonster · CC BY-SA 4.0
Panorama de favela do Rio a partir de um mirante elevado
O mirante de onde Beckham postou. Mesmo telhado, semana diferente.Foto via Wikimedia Commons · Chensiyuan · CC BY-SA 4.0
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